Deepest depths
March 29th, 2025
Perhaps it is always this way, or perhaps this happens frequently (like every other year) or occasionally (every other century or millennium). Knowing this makes no difference. Read from here, from New York City, so far, in 2025, the New Moon astrological charts have exhibited a Plutonian flavored Aquarian theme.
Deeply unsettling transformations that are occurring at the level of the ideas and ideals prevailing in collective thinking and informing societal practices and processes impact how we share, process, or respond to the shift consciously as well as how we feel, as indicated by the consistent water formations (12th house/Capricorn on the Cusp New Moon in Aquarius, 6th house/Pisces on the cusp New Moon in Pisces, and again 12th house/ Pisces on the cusp New Moon in Aries Conjunct with Neptune). New Moon in Aquarius and in Pisces offered water images, that is, waterscape (Aquarius) and underwater (Pisces). Following suit New Moon in Aries also seems to be daring anyone who ignores that this is not about how things stand separately, it is about that which, like water, is constitutive of everything that exists, as well as of what is in between.
All three 2025 the New Moons (Sun + Moon) are part of a stellium (several planets very close together), which includes Mercury. So, it is not only about how the deeply transforming process each indicates is felt but also how it is thought. Now while New Moon in Aries is the sign of action par excellance, it activates the process from the deepest depths of the 12th house. This configuration makes it impossible not to wonder whether this whole Plutonian process is about getting used to go on not knowing, that is, about making decisions and taking actions guided by feeling (the intuition) and fuzzy knowing (lit by the Moon and not the Sun or, rather, by the sun light echoed by the moon).
New Moon in Aries is about reviewing and planning as something new is started or envisioned. Whatever it is, it occurs in the deepest (the 12th house) collective structures (Saturn conjunct), attends to thinking + feeling (Mercury and Neptune conjunct) + expressing (Venus Conjunct). A possible way of translating it into common language would be that it is a cosmic register of the gestation of new way of sensing (thinking + feeling + expressing) togetherness (inseparability), in both senses, of feeling it and thinking it. But it is not only a watery affair. Now, as noted previously, it is all happening underground, and it has societal reach.
For this New Moon year started with a conjunction involving the New Moon, Pluto, and Mercury in Aquarius, on the 12th house, with Aquarius on the cusp. Looking at this and the previous chart, we see Pluto now standing every month further away back, making its way slowly through the early degrees of Aquarius, as if watching the initial effects of the deep transformation of social values and bonds it ushers unfolding. Each time, as the New Moon offers a pause for reviewing and planning, Pluto checks in and waits for its effects to unfold. It almost impossible not to relate it to the astonishing major shifts in the institutions said to host, actualize, and perpetuate, liberal values, we are witnessing now.
Nothing is decided yet, at least, as I write this. However, the impulsiveness, careless, and (let’s be honest) thoughtlessness that characterize Aries (or Mars) style action and communication is coming through water (Mercury in Aries, in the 12th House/Pisces on the cusp). Whatever these transformations at the deepest depths are ushering may move through everything it reaches, as waves on the pond – because everything that exists is mostly water – and dissipate. And, unfortunately, it may, well it will as it moves between and through us, also stick around, somehow. And this is something to which we need to be attentive and prepared to refuse and respond.
PT
Das Profundezas mais profundas
Talvez seja sempre assim, ou talvez isso aconteça com frequência (como a cada dois anos) ou ocasionalmente (a cada dois séculos ou milênios). Não importa. Desde aqui, da cidade de Nova York, em 2025, os mapas astrológicos da Lua Nova até agora exibiram um tema aquariano com sabor plutoniano.
Transformações profundamente perturbadoras que estão ocorrendo no nível das idéias e ideais que prevalecem no pensamento coletivo, e informam práticas e processos sociais, afetam a forma como compartilhamos, processamos ou respondemos à mudança conscientemente, bem como nos sentimos, conforme indicado pelas formações consistentes de água (12ª casa / Capricórnio na cúspide Lua Nova em Aquário, 6ª casa/Peixes na cúspide Lua Nova em Peixes, e novamente 12ª casa/Peixes na cúspide Lua Nova em Áries em conjunção com Netuno). A Lua Nova em Aquário e em Peixes oferecem imagens de água, ou seja, paisagens aquáticas (Aquário) e subaquáticas (Peixes). Seguindo o exemplo, Lua Nova em Áries também torna impossível ignorar que não se trata de como as coisas ficam separadas, mas daquilo que, como a água, é constitutivo de tudo o que existe, bem como do que está no meio.
Todas as três Luas Novas de 2025 (Sol + Lua) fazem parte de um stellium (vários planetas muito próximos), que inclui Mercúrio. Portanto, não se trata apenas de como esse processo profundamente transformador indica é sentido, mas também de como é pensado. Agora, enquanto a Lua Nova em Áries está no signo de ação por excelência, ela ativa o processo das profundezas mais profundas da 12ª casa. Essa configuração torna impossível não se perguntar se esse processo plutoniano é sobre a gente ter que se acostumar a continuar sem saber, ou seja, sobre tomar decisões e ações guiadas pelo sentimento (a intuição) e pelo conhecimento difuso (iluminado pela Lua e não pelo Sol ou, melhor, pela luz do sol ecoada pela lua).
Lua Nova em Áries é sobre revisar e planejar à medida que algo novo é iniciado ou imaginado. Seja o que for, isso ocorre nas estruturas coletivas mais profundas (a casa 12) (Saturno em conjunção), atende ao pensamento + sentimento (Mercúrio e Netuno em conjunção) + expressão (Vênus em conjunção). Uma maneira possível de traduzi-lo para a linguagem comum seria que ele é um registro cósmico da gestação de uma nova maneira de sentir (pensar + sentir + expressar) a união (inseparabilidade), em ambos os sentidos, de sentir e pensar. Mas não é apenas um assunto aquoso. Agora, como observado anteriormente, tudo está acontecendo no subsolo e tem alcance social.
Neste ano, o ciclo da Lua Nova começou com uma conjunção envolvendo Plutão e Mercúrio em Aquário, na 12ª casa, com Aquário na cúspide. Olhando para este e para o mapa anterior, vemos Plutão agora parado todos os meses mais atrás, percorrendo lentamente os primeiros graus de Aquário, como se observasse os efeitos iniciais da profunda transformação dos valores e laços sociais que ela inaugura. Cada vez, quando a Lua Nova oferece uma pausa para revisão e planejamento, Plutão faz um check-in e espera que seus efeitos se desdobrem. É quase impossível não relacioná-lo com as surpreendentes grandes mudanças nas instituições que supostamente hospedam, atualizam e perpetuam os valores liberais que estamos testemunhando agora.
Nada está decidido ainda, pelo menos, enquanto escrevo este texto. No entanto, a impulsividade, o descuido e (sejamos honestos) a falta de consideração que caracterizam a ação e a comunicação no estilo de Áries (ou Marte) estão vindo através da água (Mercúrio em Áries, na 12ª Casa / Peixes na cúspide). Seja lá o que for, o resultados dessas mudanças na profundezas mais profundas podem se mover através de tudo o que alcança, como ondas na lagoa - porque tudo o que existe é principalmente água - e se dissipar. E, infelizmente, pode, bem, à medida que se move entre nós e através de nós, também ficar por perto, de alguma forma. E isso é algo ao qual precisamos estar atentos e preparados para recusar e responder.